terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Da minha palavra do ano (que passou)...

Já sei. Já chega de balanços e de falar sobre 2017. Prometo que é o último post. Por agora, pelo menos.

O ano passado defini como a minha palavra para 2017 a palavra emoção.

Tentei cumprir aquilo a que me propus: viver mais, sentir mais e pensar menos. Não acredito que tenha conseguido inteiramente, porque eu vou ser sempre eu, mas acho que melhorei em muita coisa.

Entre medos e receios, fui-me deixando ir, fui sentindo, fui vivendo. Não deixei de ter as minhas crises existenciais, não deixei de questionar muita coisa, mas aprendi a partilhar mais, a tentar deixar que acalmassem os meus medos e dúvidas.

Para 2018 não sou capaz de escolher uma palavra. Talvez força, talvez luta, talvez persistência. Talvez todas elas juntas. Perguntem-me daqui a uns meses.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Das corridas... - XLIII

À semelhança do que fiz o ano passado, é hora de fazer um balanço do meu ano de 2017 no que diz respeito às corridas.

Foi um ano muito peculiar. Por muitas e variadas razões.

Em 2017 participei apenas em 17 provas (menos 3 do que em 2016), mas fiz mais quilómetros (825, contra 769 em 2016). A diferença não é muita, eu sei. Mas é alguma. Podia ter sido maior, mas em Julho fiz apenas 24km, entre o caos do final do Mestrado e o caos do processo de recrutamento para o novo emprego. Mas fiz mais de 100km em 2 meses, o que, para mim, é um grande feito!

Claro que 2017 também ficará para sempre marcado pelo fiasco dos treinos para o Porto. Talvez um dia lá vá, só para não ficar com este trauma para sempre. Ou talvez não. Sei que este foi o ano em que eu chorei a meio de um treino e foi o ano em que eu vomitei depois de um treino.

Mas falemos de coisas bem melhores...

Em 2017 descobri o trail. E apaixonei-me pelo trail. Adorei o Estrela Grande Trail e diverti-me muito no Ericeira Summer Challenge (mesmo que me dê dó olhar para a minha perna esquerda e para as cicatrizes com que fiquei). Quero continuar a fazer trail e talvez um dia me arrisque numa prova a sério.

Em 2017 também fiz duas meias-maratonas: repeti as duas pontes. E jurei não voltar a fazê-lo. Tal como tinha jurado em 2016. Será que em 2018 cumpro a promessa? Veremos.

Foi um ano de altos e baixos, de muitas crises existenciais, de tempos miseráveis, de poucas ou nenhumas conquistas (tirando os pontos no Troféu das Localidades). Mas foi um ano em que conheci tanta e tão boa gente, e em que me diverti tanto e fui tão feliz, que só posso fazer um balanço muito positivo!

Agora é recuperar o ritmo e aproveitar bem 2018!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Das coincidências (que as há?)...

Em 2017, comecei o ano a partilhar no meu instagram uma fotografia em que, de caneca de Guinness na mão, fazia um brinde a todos os que me estavam a ler e pedia apenas a 2017 que fosse um ano sereno.

364 dias depois, escrevi este post, em que o terceiro adjectivo que usei para descrever 2017 foi, precisamente, sereno.

Só me apercebi desta coincidência entretanto, mas a verdade é que na meia-noite da passagem deste ano, também pedi apenas um desejo.

No final do ano venho cá contar-vos se se concretizou.


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Dos regressos aos sítios onde já fomos felizes...

Há exactamente um ano atrás estreei-me em Monsanto. Não só em Monsanto, como no trail. 

Combinámos no Califa e levaste-me a descobrir Monsanto. O pulmão da nossa cidade que eu, até então, desconhecia. Corremos, caminhámos, subimos, descemos. Eu nunca tinha feito trail. Não fazia ideia do que era isso de andar nos trilhos, no meio das árvores, de fazer subidas e descidas que nos fazem levar as mãos à cabeça quando não nos obrigam a levar as mãos ao chão. Também não fazia ideia do que era isso de correr no meio da natureza, das flores, das árvores, dos esquilos que me espantam sempre. Mas custou-me, custou-me muito. E tu, à minha espera, sempre à minha espera, com uma paciência infinita.

Hoje, voltámos a Monsanto, exactamente um ano depois. Voltámos aos trilhos, com a desculpa de estrear a minha mochila nova. A mochila que tu me ofereceste porque, mais do que eu, acreditas que posso ser feliz nos trilhos. E sou. Mesmo quando refilo, mesmo quando sofro com as dores. E se hoje sofri com as dores! Hoje custou-me mesmo. Hoje não fui muito feliz nos trilhos. Hoje perguntei-me várias vezes o que estava ali a fazer e disse, muitas vezes mas muito baixinho, que estava farta de ali estar. E tu, à minha espera, sempre à minha espera, com uma paciência infinita.


Hoje, ficaram as dores, as bolhas e os arranhões. Mas ficaram mais memórias só nossas e ficou a certeza de lá querer voltar. A certeza de lá querer voltar, contigo, daqui a um ano.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Das viagens...

Estamos no início do ano e já tenho duas viagens marcadas. A bem da verdade, no dia 2 de Janeiro, já tinha duas viagens marcadas. Duas capitais europeias. Dois regressos a sítios que já conheço. Uma para me estrear na distância mí(s)tica, outra para partilhar a minha cidade preferida com alguém que não a conhece.

A certeza de que serão ambas muito especiais. A certeza de que serão ambas inesquecíveis.

A vontade de que o tempo voe e que elas cheguem depressa.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Das corridas... - XLII

As inscrições estão feitas. Os vôos estão pagos. O hotel está marcado.

Agora é treinar. Treinar muito. Treinar mesmo quando não me apeteça. Treinar mesmo quando me custe, quando me doa, quando me dê vontade de chorar. Treinar mesmo quando tiver dúvidas se serei capaz. Treinar com a certeza de que não quero que o Porto se repita. Treinar mesmo sem ter a certeza se poderei fazer a prova. Treinar com a certeza de que se não a fizer, não será por falta de empenho, esforço ou qualquer outra coisa que só dependa de mim.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Do ano que hoje termina e do ano que amanhã começa...

Pela primeira vez, desde que me lembro, não quero que um ano acabe. E não quero que comece um novo.

Habitualmente, anseio por um novo ano, por novas possibilidades, por novos dias, por tudo o que aí vem, por todos os sonhos e planos.

Este ano, não. Este ano gostava de ficar em 2017, cristalizada no tempo, em suspenso, sem daqui sair.

2017 foi um ano demasiado bom. Em tantos níveis diferentes. 2017 foi um ano feliz, um ano sereno, um ano de tantos sorrisos e memórias boas. 2017 não me levou nenhuma das minhas pessoas, e isso, por si só, é um luxo. Levou outras, tantas, mais ou menos próximas. Mas não me levou as minhas. E só posso estar grata por isso. 2017 trouxe-me outras pessoas. Muitas, tantas. Mais do que as que levou. E também só posso estar grata por isso. 2017 teve passeios, viagens, mergulhos no mar, concertos, piqueniques, jantares e copos, risos e gargalhadas. E também estou grata por isso. 2017 teve uma mudança de emprego, que tão bem me fez. 2017 obrigou-me a rever crenças, a deixar de lado medos e receios, a voltar a acreditar. 2017 teve lágrimas de alegria, teve emoções fortes, teve Van Gogh, teve muitas corridas, teve pores-do-sol, teve sushi sem fim, teve beijos, abraços e sorrisos. Faço um esforço, um esforço muito grande, e não me lembro de nada verdadeiramente mau que tenha acontecido em 2017. E isso, é um luxo tão, tão grande. Tão maior do que o que eu mereço.

E é por isso. É por isto tudo e mais ainda que não me lembro, que eu não quero sair de 2017.

Porque 2018 é uma incógnita. Porque há demasiadas dúvidas em cima da mesa. Porque ninguém sabe o que 2018 trará e o que se prevê não é muito bom. Queria muito estar feliz e dizer que vêm aí mais 365 dias cheios de possibilidades e coisas boas. Mas não sei. Eu não sei o que aí vem. E tenho medo de descobrir.

Para 2018 desejo-vos tudo o que quiserem mas desejo, sobretudo, a única coisa que este ano vou pedir para mim e para as minhas pessoas: saúde. Só isso. Que 2018 seja generoso nesse campo. O resto? O resto vem.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Das corridas... - XLI

Estava eu aqui esticada no sofá, a tentar dormir cinco minutos, quando a minha mente começou a divagar e eu achei que era boa altura para vir aqui escrever qualquer coisa e fingir que este blogue não morreu.

E em que pensava eu? Que detesto treinar de manhã. De-tes-to. Gosto mesmo é de treinar ao fim do dia, para descomprimir depois de um dia de trabalho.

Mas... Eu também detesto provas ao fim dia. De-tes-to. Esta coisa de ontem ter ido para uma prova às nove da noite e de hoje ir para uma às cinco e meia da tarde, não é para mim. Gosto mesmo é de provas às nove da manhã, dez no máximo.

Pode parecer insano, mas faz todo o sentido, na verdade.

E agora vou indo, que o Marquês espera por mim.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Dos meus votos...

Aprendi com o tempo que a forma como vivemos esta época é muito pessoal, muito nossa, e pode assumir mil feitios e estados de espírito.

Assim, só desejo que cada um tenha o Natal que deseja, com mais ou menos gente, com mais ou menos paz, com mais ou menos comida, com mais ou menos presentes.

Sejam felizes e façam os outros felizes!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Das músicas que eu canto...



Já por duas vezes dei com a colega que está sentada à minha frente a olhar para mim estupefacta, porque eu começo a cantar isto e nem dou por nada.

Acordei com isto na cabeça. E sim, é um estado de espírito.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Do meu estado actual...

No escritório, de janela aberta, a ouvir o concerto que o Jorge Palma está a dar nos Armazéns do Chiado.

Eu bem disse que não acabava 2017 sem o ouvir ao vivo... Foi o que se arranjou!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

De como eu me deixei de certezas e me perdi em possibilidades...

Depois de ti, eu achei que uma parte de mim tinha sido irremediavelmente destruída. 

E, possivelmente, foi mesmo. Mas talvez o coração seja uma das partes do nosso corpo que se auto-regenera.

Depois de ti, eu achei que jamais seria capaz de voltar a confiar.

E, possivelmente, tinha razão. Mas a vida ensinou-me que viver em desconfiança não é viver. É arrastarmo-nos na incerteza dos dias, de dúvida em dúvida.

Depois de ti, eu achei que isso do amor era para os outros.

E, possivelmente, é mesmo. Mas não quer dizer que, teimosa como sou, eu não queira voltar a tentar.

Depois de ti, eu achei que não valia a pena o esforço, o risco, a possibilidade (que eu creio tão elevada) de voltar a passar pelo mesmo outra vez.

E, possivelmente, não vale. Mas, e se valer?

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Dos sítios onde eu vou... - IV

MACBETH

A semana passada fui assistir à estreia de Macbeth, no Teatro Nacional D. Maria II. E não, não é do Tiago Rodrigues. É do Nuno Carinhas, o que faz toda a diferença.

É um clássico. Um clássico reinventado numa encenação pouco clássica, mas um clássico.

As minhas expectativas não eram particularmente elevadas. Estava curiosa em relação ao João Reis e pouco mais. Como tal, também não saíram defraudadas.

É uma peça a que fui assistir, essencialmente, porque nunca tinha visto esta obra em palco e porque, com o cunho do São João, sabia que a qualidade era garantida.

E cumpriu com o que eu esperava. É um bom espectáculo, com bons actores, com uma encenação bem conseguida apesar de pouco convencional, com figurinos também pouco consensuais, mas, no geral, é uma peça bem conseguida e com pormenores interessantes.

Se gostam deste tipo de teatro, vão ver. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Das corridas... - XL

Então e o Trilho Saloio? Não fui.

Então e o Trail de Alcanena? Não fui.

Este é o ano das provas em que me inscrevo e não vou. Já são 4 assim. Vá, 3, que o Trilho Saloio não conta.

Quis o meu corpo deixar-se atacar por umas quaisquer bichezas, que me deixaram de cama e com febre na sexta-feira e no sábado, e que tornaram toda e qualquer participação em toda e qualquer prova em algo pouco inteligente e recomendado. E eu, que tomo decisões pouco inteligentes mais vezes do que aquilo que seria expectável e aceitável, desta vez, achei por bem ouvir a voz da razão (não a minha, naturalmente), e deixei-me ficar em casa.

E o que eu me arrependi!... Diz que o Trail de Alcanena foi para lá de espectacular e eu fiquei mesmo triste por não ter ido! Sobretudo, porque ainda tive quem se metesse comigo a dizer que até podia ter conseguido uma boa classificação!... Claro que isso só aconteceria porque a concorrência era fraca mas... O que é que isso interessa?!

Terá de ficar para o próximo ano, pois claro. E, na loucura, até pode ser que para o ano eu, efectivamente, treine qualquer coisita. Ou não, pois claro.

Para já, gostava de conseguir voltar a respirar, deixar de tossir, e conseguir voltar a treinar esta semana, porque domingo há prova das localidades, e a essa não posso mesmo faltar. Nem que vá lá arrastar-me! O que me começa a parecer algo muito provável... Mas veremos!

domingo, 3 de dezembro de 2017

Das corridas... - XXXIX

Hoje foi dia da 1ª São Silvestre de Corroios.

Saí de casa e estavam 5 graus. E eu só pensava em voltar para a cama. Eu só pensava no pouco que tinha dormido. Eu só pensava no sofrimento que ia ser correr com tanto frio. Eu só pensava no jantar e no vinho da noite anterior. Eu só pensava que é preciso ser muito louco para sair de casa a um Domingo, tão cedo e com tanto frio.

Mas lá fui.

E... Parabéns à organização! Estacionamento de sobra, levantamento de dorsais a demorar 2 minutos, tudo bem indicado, casas-de-banho a sério, muita gente da organização por toda parte a esclarecer todas as dúvidas, e um ambiente muito bom!

Como tinha dito por aqui, eu nunca tinha estado em Corroios. Só fui porque a prova era gratuita e pela piada de ir correr num sítio novo. Mas, sendo um sítio novo, não sabia bem o que esperar. Há sempre um certo conforto em corrermos em sítios que já conhecemos, porque sabemos quais os troços difíceis, quais os fáceis, quando sobe, quando desce... Mas também há um certo encanto nesta descoberta do desconhecido.

O meu objectivo da prova era simples: fazer melhor do que na Corrida do Aeroporto. O que não era difícil, convenhamos... 

No entanto, teve a sua piada quando hoje concluí que esta foi apenas a terceira corrida de 10km que fiz este ano. O ano passado, perdi-lhes a conta!... Este ano, com os treinos para aquela que nós sabemos, e com as incursões pelo trail e por outras provas mais longas, as provas de 10km ficaram de lado, e só na recta final do ano é que estão a ser retomadas.

Isto tudo para dizer que estou um pouco desabituada deste tipo de provas e do que é gerir as mesmas, pelo que não sabia bem o que esperar. Mas... Tirei três minutos ao tempo do Aeroporto! Não sei como. É possível que tenha sido o frio a fazer-me correr mais depressa. Juro que nunca tive tanto frio numa prova e não me lembro da última vez que tinha corrido com uma camisola por cima da tshirt. Eu sou pessoa para correr sempre o mais fresca possível e hoje não consegui. Hoje, acho que não cheguei a aquecer. Além do muito frio que estava, estava imenso vento, e a prova tinha muitas zonas de sombra.

Mas... Sobrevivi! E acabei a sentir-me bem. Com a estúpida, mas já habitual, sensação de que podia ter feito melhor.

Mas vamos acreditar que estou simplesmente a guardar-me para o trail da próxima semana... Wish me luck!

E, ao escrever isto, lembrei-me agora que antes do trail da próxima semana, ainda tenho o Trilho Saloio em Sintra. Há pessoas que aproveitam os fins-de-semana grandes para ir passear e descansar. Depois há as que aproveitam para fazer duas provas.

Podia ser pior.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Do mês que hoje começa e do Natal que aí vem...

Dezembro. O último mês do ano. Para muitos, o fecho de um ciclo. Para muitos, o mês das correrias e das tentativas, geralmente, frustradas de fazer tudo o que não fizeram nos outros 11 meses que ficaram para trás. O mês do Natal. O mês dos feriados e dos fins-de-semana grandes.

Eu gosto de Dezembro. Gosto muito. E gosto muito também do Natal, já se sabe. Já decorei a casa a semana passada, já comecei a preparar as coisas que vou oferecer e, apesar de ainda faltarem 24 dias, acho que começo a estar atrasada. Mas tento não pensar demasiado nisso.

Este ano, para mim, quero que o Natal seja diferente. Quero um Natal com menos consumismo. Quero um Natal com aquilo que, para mim, ele deve ter: partilha, solidariedade, convívio, as minhas pessoas, paz, tranquilidade. Não quero um Natal de excessos, não quero um Natal de presentes, não quero um Natal de correrias, não quero um Natal de obrigações.

O ano passado, escrevi isto. Este ano, o sentimento mantém-se.

Este ano, não vou comprar presentes. Vou fazer coisas, muitas coisas, para oferecer pequenas lembranças e cabazes de Natal. E vou pegar no restante dinheiro que gastaria em presentes e vou doá-lo a diferentes associações e projectos que ajudam aqueles que, ao contrário de mim, não são uns privilegiados e não vão ter um Natal como o meu. Não vão ter uma mesa com mais comida do que aquela que alguém consegue comer, não vão ter uma casa quente, não vão ter uma sala com um chão coberto de presentes. Não vão ter nada daquilo que eu, habitualmente, dou como garantido e a que, tantas vezes, me esqueço de dar o devido valor.

Este ano, eu quero que o meu Natal seja diferente. Se alguém se quiser juntar, este é um dos projectos que vou ajudar. Podem contactar directamente o responsável ou podem falar comigo que eu articulo as entregas.

Que o vosso Dezembro seja tranquilo e que o vosso Natal seja feliz!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Das corridas... - XXXVIII

Então e tens corrido, Agridoce?

Pouco. Muito pouco. Mas tenho imensas provas na agenda. Há dias alguém me perguntava: “Mas tu não treinas? Só vais a provas?”. Sim, é mais ou menos isso.

Fiz a Corrida do Aeroporto (29 de Outubro), depois foi aquela espécie de trail na Quinta do Gradil (11 de Novembro), e, mais recentemente, a prova de Porto Salvo do Troféu de Oeiras (26 de Novembro). Nos entretantos, treini cinco vezes. Uma loucura, portanto!

Depois de ter desistido daquela prova que nós sabemos, entrei em modo birra com a corrida. Mas parece que a birra se está a acabar, até porque ainda faltam 5 provas até ao final do ano, e hoje desafiaram-me para mais uma. Talvez seja boa ideia começar a treinar… Ou então não, que no meio de tanta prova, quilómetros nas pernas não me vão faltar!

A próxima? São Silvestre de Corroios. Nunca fui a Corroios, nem sei bem onde fica, mas a prova era gratuita e pareceu-me um bom programa. 

Depois conto se foi ou não.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Dos sítios onde eu vou... - III

No espaço de menos de um mês fui duas vezes ao Coliseu dos Recreios.

Não deixa de ser curioso que tenha trabalhado cinco anos muito perto do Coliseu e nunca lá tenho ido (uma ida ao circo com os meus ex-enteados não conta propriamente), e, agora, dois meses e meio depois de ter mudado de emprego, já lá fui duas vezes e é certo que lá volto este fim-de-semana.

O Coliseu é, para mim, uma sala muito especial. Foi lá que vi os Radiohead, no longínquo ano de 2002. Foi lá que vi os Silence 4, por duas vezes, no ainda mais longínquo ano de 2000. E foram todos concertos muito, muito bons. E muito, muito felizes. O dos Radiohead é, e continuará a ser sempre, um dos melhores concertos a que já assisti (e já lá vão muitos!).

E depois estive muitos anos sem lá ir. Mesmo muitos. Porque, a partir de certa altura, comecei a trabalhar ligada ao mundo dos espectáculos, e comecei a deixar de ir a outros espectáculos que não aqueles a que tinha de assistir, porque era paga para isso, salvo raríssimas excepções. E nunca houve nada que me levasse ao Coliseu.

Depois a vida deu voltas, eu deixei esse trabalho, a vida deu mais voltas, e eu dei comigo a voltar ao Coliseu.

Primeiro, The National. Depois, Father John Misty.

Dois concertos completamente distintos. Dois concertos incrivelmente bons.

Não estava particularmente entusiasmada com o concerto dos The National, mas acabou por ser muito bom! Um Coliseu esgotado, uma plateia ao rubro e um Matt Berninger completamente louco, fizeram um concerto muito animado, cheio de boa energia.

Já para Father John Misty as expectativas eram elevadíssimas e andava a ouvir o possível alinhamento em loop há já uns dias. E gostei tanto! Foi diferente, foi mais calmo, com muito menos interacção com o público (o único ponto menos positivo), mas o Josh Tillman é o Josh Tillman e tem uma voz inacreditável!

Depois de tantos anos sem lá ir, o Coliseu continua a ser um lugar de memórias felizes. Um lugar de bons concertos, de muito boa companhia e de muitas emoções.

Que assim continue.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dos dramas da minha vida...

A pessoa tinha grandes planos para o próximo fim-de-semana: ficar barricada em casa; trocar a roupa de Verão e de Inverno; fazer uma selecção de roupa a dar, deitar fora e a ser substituída; destralhar a casa no geral; colocar as decorações de Natal; testar mais receitas de bolachas e começar as compotas para o Natal.

A pessoa ficou a saber que vai ao Vodafone Mexefest. Que são dois dias. Ou duas noites, vá. Mas são muitas horas.

A pessoa tem uma corrida Domingo.

A pessoa começa a achar que não vai fazer nem um terço do que era suposto no fim-de-semana.

Dá para atrasar o Natal só um bocadinho?

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dos sítios onde eu vou... - II


Ontem fui ao Teatro Nacional D. Maria II. Ver o quê? A peça Sopro. De quem? Do Tiago Rodrigues. Só podia, claro. Nas últimas seis vezes em que fui ao teatro, em três fui ver peças dele. Detecto aqui um padrão talvez não muito saudável mas, fazer o quê? Gosto dele e do trabalho dele, e hei-de continuar a ir ver tudo quanto possa dele.

O que dizer de Sopro? Bom, começar por referir que as expectativas estavam muito altas. Demasiado, até. Toda a gente dizia maravilhas da peça, houve mesmo quem dissesse que era o melhor trabalho dele, as críticas eram incríveis. 

Já todos sabemos o que acontece com as expectativas: saem muitas vezes defraudadas. Não é por mal. Elas não têm culpa, coitadas. Mas é o que acontece.

E foi o que aconteceu. Se eu gostei da peça? Gostei. Gostei muito, até. Mas não é o melhor trabalho dele. Não é aquela peça que me deixe de boca aberta, como outras deixaram. É uma peça muito boa, é uma homenagem lindíssima à Cristina Vidal (figura quase invisível com quem tantas vezes me cruzei nos bastidores), e, diria mesmo, uma homenagem a todos os invisíveis do teatro (e não só). É uma viagem pelo tempo, é uma peça cheia de detalhes deliciosos e notas humorísticas, como é hábito no Tiago Rodrigues, é uma peça na qual os momentos de tensão estão muito bem conseguidos, é uma peça com uma Isabel Abreu brilhante, como sempre, é uma peça com uma surpresa (para mim) com o nome de Beatriz Brás, é uma peça muito bem conseguida, no geral.

Mas eu, na minha opinião muito minha, não achei uma peça extraordinária. E, do Tiago Rodrigues, eu não espero nunca menos do que algo extraordinário!

O problema sou eu, não é a peça.

Ide ver, se ainda forem a tempo!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Do Quinta do Gradil Wine Trail Run

No passado Sábado participei no Quinta do Gradil Wine Trail Run, no Cadaval.

Já tinha saudades de uma prova de trail, estava super entusiasmada, era a primeira vez que ia fazer 20km, e tínhamos um grupinho giro (6 adultos e 4 crianças). As expectativas eram altas!

Se a prova correspondeu às expectativas? Depende do ponto de vista.

Se pensarmos no evento como um evento de promoção de vinhos que, por acaso, tinha um passeio pelo monte, foi espectacular. Se pensarmos no evento como uma prova de trail que tinha um almoço no final, foi péssimo.

A coisa começou logo mal ao início, com um caos no levantamento dos dorsais e uma organização inédita: quatro filas, divididas por ordem alfabética. Nunca tinha visto tal coisa. E não funcionou. A prova começava às 10h e eu só tive o meu dorsal na mão às 10h10. E cheguei lá às 9h15, não cheguei exactamente tarde. Estávamos a preparar-nos para ir pôr as coisas ao carro, porque tinham anunciado que ia começar mais tarde, quando alguém exclama: “Olhem! Já começou!”. Pois. O que vale é que o carro estava ao lado da partida. Ainda deu para uma selfie e lá fomos nós. Ou melhor, lá fui eu. Éramos três nos 20km e eu, como sempre, era a mais lenta. Começámos logo com uma subida jeitosa e eu resolvo parar para tirar uma fotografia. Quando dou por mim, só estavam meia dúzia de pessoas atrás de mim. É sempre bom começar uma prova nos últimos!...

A prova seguiu-se, com muito sobe e desce, com muito estradão. Não era particularmente difícil, não era nada técnica, não tinha subidas nem descidas de levar as mãos à cabeça, não tinha grande lama. Foi uma prova morna. O segundo abastecimento estava mais longe do que era suposto, mas uma pessoa começa a habituar-se a isso, não é verdade? Neste caso, só me custou porque vinha com os ténis a magoar-me e tinha decidido que só ia tratar disso quando chegasse ao abastecimento. Foram 2km a sofrer… Mas lá se resolveu.

A propósito de abastecimentos, eram fracos. No primeiro havia água e fruta, mas nem se dava por ela (pela fruta, leia-se). No segundo só havia água. Eu sei que estou mal habituada, mas em trail costuma haver mais umas coisitas, sobretudo para 20km. Mas eu ia prevenida e foi o que me valeu!

Em geral fiquei desiludida, de facto, porque a organização falhou em muita coisa e ainda estou para perceber se o percurso estava mal marcado ou se, em algum momento, um dos voluntários se esqueceu de dividir o pessoal dos 12km e o dos 20km. O que é certo é que a coisa correu mal. Ao chegar à Quinta do Gradil, e depois da parte gira de passarmos por dentro das adegas, e já com cerca de 13km feitos, mandaram-nos subir um monte pelo meio das vinhas, e voltar a fazer uma parte do percurso que já tínhamos feito. Até aí, tudo bem. O problema é que demos essa voltinha e voltámos ao mesmo sítio, e mandaram-nos fazer a mesma volta outra vez. E foi aqui que eu comecei a perguntar-me como raio é que eles iam controlar quantas voltas é que cada um já tinha dado e como é que nós saíamos daquele loop infinito e chegávamos à meta. Mas lá fui andando, até porque nesses últimos quilómetros até tinha arranjado companhia. Depois de dar duas voltas, e quando me preparava para fazer a terceira, porque ainda só tinha feito 17,5km, o voluntário diz-me: “Já deu duas voltas? Então não vale a pena dar mais. Pode ir por aqui em direcção à meta.” O “por aqui” era pelo meio do sítio onde estava a ser servido o almoço e onde estavam os atletas que já tinham terminado. Nada como uma prova de obstáculos para terminar, com zero apoio, e uma meta que terminava para lado nenhum e onde estavam apenas as três pessoas da organização. Surreal foi a palavra que eu mais usei. Porque foi. E surreal foi também o facto de dos três que fomos para os 20km, cada um ter feito uma distância diferente: 15km, 17,5km (eu!) e 20km. Talvez seja um conceito novo de trail freestyle: cada um faz a distância que quer! Escusado será dizer que as classificações e os prémios deram confusão e reclamações...  

Mas… Isto foi o trail em si. Seguiu-se o almoço.

O almoço era porco no espeto, servido no pão, com batatas fritas e salada, para os carnívoros. E um empadão de legumes, para os não carnívoros. Diz que o porco estava bom. Eu confirmo que o empadão estava bom. E havia sobremesa. E havia café. E havia castanhas (apesar de o tempo de espera ser, mais uma vez, surreal). E havia vinho. Muito vinho. E foi uma festa! Estive pouco mais de duas horas a correr, e estive mais de quatro horas à mesa a comer e a beber. Já disse que havia vinho? Havia vinho. Muito vinho.

Depois da grande maioria das pessoas se terem ido embora, ficaram uns quantos resistentes. E, aí, já não havia fila para as castanhas. E havia muitas garrafas sozinhas e abandonadas pelas outras mesas. Como estava com um grupo de gente boa, e como ao nosso lado estava um grupo de gente ainda melhor, não quisemos desperdiçar as pobres castanhas, nem deixar o vinho abandonado, e lá fizemos o sacrifício.

E valeu por esta parte! Valeu pelo convívio, pela festa, pelo bom ambiente, pela facilidade com que se mete conversa com as pessoas à nossa volta porque a malta da corrida é toda boa onda e quer mesmo é festa!

Se vou outra vez para o ano? Vou, pois! Por 15€ damos um passeio no monte, recebemos uma garrafa de vinho (prémio de finisher) e temos um almoço com vinho à discrição. Parece-me um bom negócio, não?


P.S. - outra nota positiva para a organização (porque nem tudo foi mau!) vai para o serviço de babysitting. Era gratuito e permitiu que os casais com quem fui pudessem levar as crianças. Caso contrário, o mais provável era nem terem ido à prova. Assim, correu bem e toda a gente se divertiu: as crianças nos insufláveis, os pais a subir os montes. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dos sítios onde eu vou... - I

Temos nova rubrica por aqui. Assim eu consiga mantê-la.

E onde é que eu fui recentemente? Fui a um concerto no Museu do Oriente.

Mais precisamente, fui ontem ao concerto "Liszt e Vianna da Motta a 4 mãos", pelas mãos das pianistas Anna Tomasik e Savka Konjikusic.

E gostei tanto! Já tinha saudades de ver e ouvir piano ao vivo, gostei muito das obras escolhidas e as pianistas eram extraordinárias! Se ver tocar piano já é o que é, a quatro mãos é coisa para me deixar mesmo de boca aberta... Como é que elas conseguem não se enganar, não se atropelar, não embaraçar braços e mãos umas nas outras?... Transcende-me!

Gosto mesmo de piano e um dia gostava de ter um piano e gostava de voltar a tocar. É daquelas coisas que me relaxa imenso e que eu acho incrivelmente bonitas. Talvez um dia!...

E quanto é que custou este concerto incrível que me fez sonhar e matar saudades de algo de que gosto tanto? Nada. Era gratuito. E nem por isso estava cheio. A oferta cultural em Lisboa é cada vez maior e, muitas vezes, é mesmo gratuita. Só não tem acesso a cultura quem não quer!

Se gostam deste tipo de concertos, aproveitem, porque este não foi caso único.

Boa semana, com muita música, de preferência!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Do Web Summit...

Também eu quero falar sobre o Web Summit. Se toda a gente fala, eu também posso, certo?

Pois que parece que este ano virou moda falar do Web Summit. O ano passado ninguém dizia nada porque, na verdade, ninguém sabia bem o que aquilo era. Este ano, não. Este ano já toda a gente tem alguma coisa a dizer. E mal, de preferência.

E isso cansa-me. Aliás, maça-me, como diria alguém.

A primeira coisa que me inquieta é uma dúvida que me assola e não me deixa dormir. De todas as pessoas que criticam o Web Summit, quantas lá foram? Quantas lá estiveram? Uma em cada dez? Ou isso é exagero? É que, tenho para mim, muitos dos que criticam, têm aquilo a que comummente chamamos de… Dor de cotovelo! “Ah e tal, eu não fui mas não preciso de ir para saber que aquilo não presta! Eu lá gastava aquele dinheiro num bilhete! Ainda se fosse um jogo do Benfica!”

A segunda coisa que me inquieta (puxem um banco e sentem-se, que isto pode ser longo…) é não saber quantas pessoas acreditam verdadeiramente naqueles preços dos bilhetes. Seria interessante saber quantas pessoas, efectivamente, pagaram os referidos 1500€ (ou lá quanto era…). Claro que a organização não vai, nunca, divulgar tais dados. Aquilo é um negócio, claro está! Mas estou em crer que muito pouca gente, se é que alguma, pagou o preço total do bilhete. Eu não paguei, certamente. E mais 10 000 mulheres também não. E mais 10 000 jovens e estudantes também não.  E mais 2 600 jornalistas. E mais 1 200 oradores. E mais umas centenas de patrocinadores. E mais 2 100 start-ups. Será que alguém pagou? Fica a dúvida. Mas, ainda que tenha pago, alguém tem alguma coisa a ver com isso? Faz sentido discutir aquilo que alguém está disposto a pagar por alguma coisa? Generalizemos e imaginemos um homem e uma mulher a discutirem preços de sapatos e de bilhetes de futebol, por exemplo. Daria em alguma coisa? Não. Uma das primeiras coisas que se aprende em Marketing (e na vida, até), é que preço e valor não são a mesma coisa. O preço que cada um pagou para estar no Web Summit tem tudo a ver com o valor que cada um lhe atribui. E, mais uma vez, ninguém tem nada com isso.

Para mim, o Web Summit faz sentido. É um evento interessante, importante, e no qual continuarei a participar, se tiver essa possibilidade.

Para muitos dos investidores que lá estiveram, o Web Summit faz sentido. Conhecem projectos novos em que podem apostar, de forma rápida e concentrada.

Para muitos dos patrocinadores, o Web Summit faz sentido. Talvez por isso, vimos muitas empresas que estiveram lá o ano passado e fizeram questão de lá estar este ano outra vez.

Para muitas das start-ups, o Web Summit faz sentido. Todas, sem excepção, com as quais falei o ano passado, me disseram que valeu a pena. Já este ano, conheci mais de perto o caso de uma que vai sair em destaque numa publicação nacional como uma das dez ideias mais interessantes do Web Summit. E isso, não tem preço!

Se o Web Summit faz sentido para toda a gente? Não. Nem é suposto. Se todos pagávamos para lá ir? Não. Nem é suposto. Se todos achamos que aquilo é o máximo? Não. Nem é suposto.


Vamos respirar fundo mais vezes, vamos atirar menos pedras, vamos criticar menos, e vamos ser mais felizes. Sim?

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Das férias que já lá vão...

Resumo muito resumido das férias, porque, se não for assim, em 2020 ainda não falei delas:


Comecei por Amesterdão. Chegámos à hora de almoço, fomos pousar a tralha ao hotel, comprámos umas sandes no supermercado e seguimos para o centro. Começámos pela Heineken Experience (recomendo!), seguiu-se um passeio de barco pelos canais, depois jantar e seguiu-se o passeio da praxe pelo Red Light District.





A entrada inclui a oferta de três cervejas!


Só podia, não é?



Hamburguer vegetariano no The Butcher. Comer barato naquela terra não é fácil!


Muitas montras de babar...


E o famoso Red Light, com o registo possível:


Em Amesterdão ainda houve tempo para o Museu Van Gogh, o Rijksmuseum, a casa do Rembrandt, o Museu de Amesterdão, muitos passeios a pé, paragem para almoçar no Albert Cuyp Market, passagem pelo Mercado das Flores, entre muitas outras coisas que já não me lembro. 


O que mais gostei? O Van Gogh, naturalmente.


Seguiu-se Bruges. Acho que nunca tinha estado na Bélgica e as diferenças são muitas em relação à Holanda. Achei Bruges muito turística, mas gostei. 



O primeiro contacto com Bruges foi à noite, e no dia seguinte fizemos uma Free Walking Tour (recomendo mesmo muito!), que deu para conhecer os principais pontos da cidade.


Em Bruges perdi a conta às montras de chocolates, macarrons, bolachas, e todo o tipo de doces.






Eu, concentradíssima, a olhar não sei bem para o quê...


Sabem aquela história de eles terem centenas de cervejas? Têm mesmo! Esta loja tinha quatro corredores inteiros, do chão ao tecto, com todo o tipo de cerveja.


Nesta loja havia todo o tipo de porcelanas com formatos de animais e decorações encantadoramente pirosas.




Dizem que é um dos sítios mais fotografados de Bruges. Pelo sim, pelo não, não quis dar cabo das estatísticas...

E, depois de Bruges, seguiu-se Ghent. É uma cidade mais pequena, onde a Universidade tem um peso importante, tornando-a menos turística e com uma vida muito diferente.







Depois de Ghent, seguiu-se Leiden, onde quase não tirei fotografias pois foi uma estadia muito curta, e, depois, o regresso a Amesterdão e a Lisboa.

Gostei muito da viagem, deu para passear, para ver muita coisa nova, para comer e beber, mas também deu para correr e descansar a cabeça (já que o corpo, além de doente, veio derreado...).

Quando é que são as próximas, mesmo?...


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Da Tapada de Mafra...

Hoje regressei aos trilhos. Depois do trail da Ericeira, em Junho, o meu foco foi outro, e os ténis de trail ficaram arrumados.

O cenário escolhido para o regresso foi a Tapada de Mafra. Já há muito tempo que lá queria ir e já tinha visto que têm uma actividade que se chama "Correr na Floresta", pela qual se paga 6,5€ (não é preciso marcação prévia).

E gostei muito. Foram 13,5km, sempre em trilhos de terra, pelo meio da floresta ou por terrenos mais áridos, com muito mais subidas do que esperava... Não tinha ideia da dimensão da Tapada, da sua diversidade e das suas paisagens.

O melhor de tudo? Os veados e os gamos! Conseguimos ver alguns e, fica a dica: não sejam como eu e não dêem gritinhos histéricos de cada vez que vos aparecer um à frente... E, lamentavelmente, também não vale a pena tentar correr atrás deles... Dá para fazer uns sprints e aumentar o ritmo, mas é só mesmo isso.

Deu para voltar a mexer as pernas, matar saudades dos trilhos e perceber que o trail de dia 11 vai custar bem mais do que gostaria... Espero que o Magusto no final compense!