quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Do meu estado actual...

Por aqui estamos (continuamos?) em modo caos total. Emocional, físico, no trabalho, em casa. Em tudo. Ou em nada. Que eu gosto mesmo é de dramas.

A minha vida mudou muito e eu tenho cada vez menos tempo. E vontade, talvez. Hoje, finalmente, dei uma passagem rápida pelos blogues vizinhos. E escrevo aqui meia dúzia de linhas quando já devia mesmo era estar a dormir porque amanhã acordo cedíssimo e ando a dormir de menos há duas noites.

Tenho corrido. Não tanto quanto devia, mas mais do que nos últimos meses. Voltei ao ginásio. Por pouco tempo, provavelmente.

Este fim-de-semana vai ser passado algures fora de Lisboa. Não faço ideia onde.

Daqui a 18 dias estarei em Amesterdão. Só agora é que fui olhar para o calendário e percebi que falta pouco. Muito pouco. Tenho zero pensado e/ou planeado. Dicas imprescindíveis?

Ando a questionar demasiada coisa na minha vida. E isso não é bom.

O Porto está quase aí e é outra das coisas que eu questiono.

Continuo a agarrar-me às pequenas coisas, às minhas pessoas, ao sortuda que sou. 

Tenho pesadelos noite sim, noite não. Acordo a chorar. Sinto falta de ar. Mas sou feliz. E choro por ser feliz.

Já disse que eu gosto mesmo é de dramas?


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Das notas soltas...

Custou sair do antigo emprego.

As férias correram bem, com direito a um intervalo de dois dias para vir a Lisboa ao jantar de despedida do antigo emprego (meu e de outra colega que saiu ao mesmo tempo). Dei mergulhos, comi muito, descansei, dormi, e até corri!

Já comecei no novo emprego segunda-feira. Ainda é cedo para falar. Talvez volte a esse tema um dia destes.

Está a custar-me adaptar-me ao novo horário, à nova logística, à nova rotina. O ginásio ficou esquecido. Estou a tentar não esquecer a corrida.

Espero conseguir acalmar em breve. E voltar a dar vida a isto.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Das perguntas que me fazem...

Toda a gente me pergunta se estou entusiasmada.

Não sou capaz de responder afirmativamente.

Não sou. 

Talvez por ser sempre pouco efusiva. Talvez por ser sempre cautelosa. Talvez por ser aquela que analisa sempre todos os cenários mil e uma vezes, incluíndo os piores.

Não consigo sentir-me entusiasmada. Foi tudo muito rápido. É tudo demasiado assustador.

Estou a largar um daqueles empregos estáveis, seguros e confortáveis, que não me daria muitas chatices e que duraria a minha vida toda, se eu assim o quisesse.

Estou a atirar-me de cabeça para o desconhecido, para o incerto, para o inseguro.

E isso é assustador. Muito. Não me posso esquecer que, no fim de cada mês, sou só eu e as minhas contas para pagar (e as do Snow, já agora). Não me posso esquecer de todas as histórias que conheço de desemprego e de vidas que deram voltas tremendas. Não me posso esquecer de todos os riscos que estou a correr.

Não estou entusiasmada.

Ainda não me caiu bem a ficha.

Ontem caiu um bocadinho mais. Ontem, quando soube que sexta-feira é o meu último dia no actual emprego, as coisas começaram a tornar-se reais. Estava mentalizada para ainda trabalhar a próxima semana, até dia 31. Estava mentalizada para não ter férias, para ainda ter mais uma semana para fazer as despedidas, para deixar a casa arrumada. Mas não. Faltam dois dias e meio de trabalho. Ontem começou mesmo a cair a ficha.

Mas ainda não estou entusiasmada.

Lá para dia 3 à noite, quando tiver de pensar no que vestir no dia seguinte, talvez me dê o entusiasmo.

E nos dias seguintes. E em todos os que se seguirem a esses durante muito tempo. Espero eu.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Dos sítios onde volto... Uma e outra vez...

Sou (pareço) forte. Finjo que está tudo bem, que as ideias estão arrumadas, que os fantasmas desapareceram. Mas não está tudo bem, as ideias estão confusas, os fantasmas espreitam sempre que abro a porta do armário.

Há feridas que ficam, cicatrizes que não desaparecem, sombras que nos perseguem no correr dos dias. Quando menos esperamos.

Há pequenas coisas que insistem em recordar-nos da nossa fragilidade, dos nossos medos, das nossas inseguranças.

Por mais que o tempo passe, há partes de nós que jamais serão reconstruídas. Que não mais se ergueram dos escombros. Que vão sempre lembrar-nos do que já foi, do que já passou. Mas que se cola e arrasta a nós. Que nos puxa para baixo. Que não nos deixa seguir em frente, nisto a que chamam vida.

Embora raros, ainda são alguns os dias que custam a passar. Os dias que queremos esquecer. Os dias que existem, apenas e só, para nos lembrar que somos apenas humanos.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Das coisas que me acontecem...

Na segunda-feira ao final do dia lá fui eu para mais uma aula no ginásio. A primeira a que fui sozinha! Ia animada, a coisa estava a correr bem, até que a minha coxa direita começou a dar sinais de vida. E eu deixei de conseguir fazer todo e qualquer movimento que implicasse a extensão dessa zona sem dor... 

Já não é a primeira vez que este meu amigo músculo se manifesta. Volta e meia, faço ali uma contractura. Não é nada demais e deve ir ao sítio com algumas massagens (abençoado rolo da Decathlon!) e, eventualmente, algum repouso.

Mas, por ridículo que possa parecer, o meu desespero foi imenso. Assim ao nível de ficar de lágrimas nos olhos. E não era só das dores. Qualquer pessoa que pratique desporto sabe o horror que são as lesões. Sabe o que custa ter de parar. Sabe a frustração que é termos de ceder ao nosso corpo e às suas necessidades, pondo de lado os nossos planos e objectivos. E eu sentia-me mesmo desesperada.

A aula continuou, as dores continuaram, eu alonguei e alonguei e alonguei, e fui para casa com dores.

Como se isto não bastasse para me fazer sentir super animada, achei que tinha de acabar o dia de forma ainda mais espectacular. Como? Levando com 4 ou 5 pratos na testa. Sim, na testa. Foram caindo do armário, um por um, e foram acertando na minha testa, um por um. Resultado? Três galos muito vistosos e dores na testa de cada vez que me rio ou que franzo o sobrolho.

Na altura não achei piada nenhuma, obviamente, mas fiquei com pena que o momento não tivesse sido filmado porque aposto que seria um vídeo de sucesso por essas redes sociais fora.

Esta vai para a lista das coisas que só me acontecem a mim...

Das corridas... - XXXIV

Então e os Vomero 12?

Continuam lindos. É um facto. Mas não nos estamos a dar muito bem. É outro facto.

Fiquei mesmo com os 36 1/2. Depois de muitas experiências e indecisões, achei que mais valia arriscar ficarem grandes, do que pequenos. 

E já fui correr duas vezes com eles! Na primeira, fiz 4km. Não deu para mais. O sofrimento era demasiado. Primeiro, porque estavam demasiado apertados. Eu tinha tanto receio que fossem demasiado compridos, que os apertei em demasia, e ao fim de um quilómetro, tive de parar para os alargar porque tinha os pés dormentes. E a coisa melhorou. Durante quinhentos metros. Depois, comecei a sentir os pés a arder (não consigo descrever melhor do que isto), e já só queria chegar ao carro. "Mas queres ir a caminhar?", perguntaram-me. "Não, quero é correr e despachar isto o mais depressa possível!", respondi. Foi muito, muito mau. Não me lembro de alguma vez ter sentido os pés tão desconfortáveis.

Estão a imaginar o meu desconsolo? Os meus ténis lindos a darem-me cabo dos pés?... Pior, quem estava comigo também estava a estrear uns ténis novos e estava a ter a experiência completamente oposta: perfeitos, assentavam que nem uma luva, super leves, zero queixas... 

Mas... Eu não podia desistir, certo? Dois dias depois lá fui eu outra vez. Já há algum tempo que não corria sozinha e estava com algum receio de novo desconforto, mas lá fui. Não foi muito melhor e só consegui fazer 6km. Não só por causa dos ténis, mas também. O pior foi a vontade de vomitar durante 90% do tempo. Não vão correr duas horas depois de saírem do cinema onde estiveram a enfardar pipocas como se não houvesse amanhã. Fica a dica.

Tirando isso, o pé esquerdo já se aguentou melhor, mas o direito ainda precisa de mais uma afinação nos atacadores, porque ainda me ardeu bastante. É continuar a insistir e havemos de chegar a um entendimento. Espero eu.

O que é que eu posso dizer mais sobre os Vomero 12? Que, tirando o meu problema pessoal com eles, são pequenas pantufas, super confortáveis, e com amortecimento que nunca mais acaba... Também são muito silenciosos. Deixei de me ouvir a correr. O que não é exactamente relevante para aferir a sua qualidade, mas não deixa de ser interessante.

Hoje vou ver se tenho coragem para fazer mais um treino com eles e vamos ver como corre!

sábado, 12 de agosto de 2017

Do passado e do presente e do futuro...

Lembram-se disto? Acabei por abri-la, claro. E hoje, quando andava em arrumações da caixa de email, voltei a lê-la. E apeteceu-me partilhá-la. Só porque sim. Só porque o que disse a mim mesma, pode fazer sentido para mais alguém, apesar de sentir que baixou em mim o Gustavo Santos. Espero que aguentem.

A carta foi escrita a 21 de Junho de 2016, e na altura de a enviar para o futuro, optei por enviá-la para daí a um ano - 21 de Junho de 2017, portanto.


Dear FutureMe,
Ao escrever-te esta carta estava, novamente, numa encruzilhada. Os últimos 8/9 meses tinham sido particularmente caóticos. Tinhas saído de uma relação longa, entrado noutra que acabou rapidamente, passado algum tempo sozinha, e, naquele momento, não sabias o que fazer.
Independentemente do que tenhas decidido na altura, quero que nunca te esqueças que não faz mal estar sozinha. Por mais que a sociedade nos diga o contrário, a verdade é que estar sozinha é igualmente bom. Ou melhor, em algumas coisas. Certamente pior noutras, também.
Mas nunca te esqueças das coisas boas que viveste sozinha. Não te esqueças da satisfação de arranjares a tua casa e montares o teu sofá sozinha. Não te esqueças do que sentiste em Praga quando, pela primeira vez a viajar sozinha, achaste que tinhas força para dominar o mundo. Não te esqueças do sentimento de liberdade, da falta de compromissos, regras e horas. Não te esqueças do tempo que tiveste para ti e para te dedicares às tuas coisas. Não te esqueças de tudo o que aprendeste sobre ti e do quanto cresceste.
Quer estejas sozinha ou acompanhada agora, que essa decisão seja serena e muito consciente. Que nunca na tua vida voltes a estar com alguém porque é a coisa certa a fazer ou por não quereres estar sozinha. Que só dês a alguém a honra de estar ao teu lado, se essa for a pessoa certa para ti, a que te acrescenta e te faz crescer. Não a que te completa, porque tu não precisas de ser completa. Tu és completa. Há um ano atrás, hoje e daqui a um ano. Tu és quanto baste.
Nunca te esqueças que és tu que tens de te fazer feliz. Não esperes pelos outros para isso. Os outros podem ajudar mas não podem viver por ti. Os outros não podem ser felizes por ti.
Vive. Sozinha. Acompanhada. Como quiseres. Mas vive e sê feliz!


E, um ano depois, eu vivo e sou feliz!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Das corridas... - XXXIII

Pois que comprei os ténis mais giros de sempre.

Pois que estou com dúvidas em relação a eles.

Não sei se comprei o tamanho certo... Nunca usei Nike e estou muito indecisa. Normalmente, uso o 36. Mas, neste caso, comprei o 36 1/2. Sinto os 36 demasiado justos no peito do pé, mas tenho receio que o 36 1/2 seja demasiado comprido. Já experimentei, voltei a experimentar, andei a correr pela casa fora, já fui a duas lojas da Nike experimentar os dois tamanhos, e não sei o que fazer...

Eles são tão giros!... Mas e se não for o tamanho certo?

Malta da corrida desse lado: algum truque? Alguma dica? Experiências com Nike e seus tamanhos? Mais vale mais comprido do que curto (estamos a falar de ténis, não se esqueçam!)? Quais os problemas que podem surgir se for demasiado comprido?

Estas coisas são uma grandessíssima treta, porque acho que só depois de correr algum tempo com eles é que percebemos, realmente, como nos sentimos...

Decisions, decisions...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Do ginásio... - I

Creio que corria o ano de 2011 quando eu fui ao ginásio pela última vez. Há seis anos, portanto.

A minha relação com os ginásios até aí tinha sido sempre muito intermitente e nunca muito duradoura. Sempre achei que os ginásios não eram para mim.

Mas, algures em 2016, achei que precisava de fazer algum reforço muscular, para complementar a corrida e poder evoluir. Ainda cheguei a ver ginásios, mas continuei a achar que não era para mim. Foi nessa altura que descobri os treinos funcionais ao ar livre. Treinei durante seis meses com os Outsiders Gym (que recomendo!) e, ao fim-de-semana, volta e meia ainda fazia um treino com a Fhit Unit (treinos gratuitos ao Sábado e Domingo de manhã na praia de Carcavelos - que também recomendo!). E gostava. E vivia feliz ao ar livre.

Até que me meti no Mestrado. E as coisas começaram a apertar. E em Dezembro passado fui forçada a desistir. E assim fui andando. E correndo, diga-se, nas (poucas) horas vagas.

Mas sabia que, se quero cumprir o objectivo a que me propus em Novembro, o treino de reforço muscular é importante. E, volta e meia, lá pensava nisso. 

Assim que acabou o Mestrado, decidi que era a altura certa. E, aproveitando a boleia de uma colega e amiga, inscrevi-me num ginásio.

Já fui três vezes. Em duas semanas, não é mau. E só não fui quatro porque, no estado de cansaço mental em que ando, num dos dias preparei tudo mas esqueci-me da mochila no carro. O meu ar quando, já em pleno comboio, me apercebi disso, deve ter sido maravilhoso...

Se estou a adorar? Não. Se tenho muita fé nesta relação? Não. Mas, para já, ainda não estou a detestar. Consigo ver ali algumas vantagens, consigo achar alguma piada às aulas, e tenho esperança de me entusiasmar quando começar a ver resultados.

O verdadeiro teste vai ser nas próximas duas semanas: a amiga que tem ido comigo vai estar de férias e eu vou ter de ir sozinha. Será que vou?...

O segundo teste vai ser quando mudar de emprego (e de horário), e se tornar mais difícil ter companhia para ir. Será que vou continuar a ir?...


Não percam o próximo episódio, porque eu também não!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Das corridas... - XXX

Já a pensar naquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar, andava à procura de uns novos companheiros de treinos. Tenho os meus Saucony e gosto muito deles, mas sabia que precisava de mais um par, porque não podia esperar que eles aguentassem todos os treinos e ainda a prova propriamente dita.

Depois de ler mil artigos e reviews, estava muito inclinada para os Pegasus 33 da Nike. Tão inclinada que já os tinha estado a ver no El Corte Inglés no fim-de-semana e ontem andei a experimentar os Pegasus 34 na loja da Nike à hora de almoço. A ideia era encomendar os 33 online, por um preço óptimo.

Mas... Encontrei estes meninos e perdi-me de amores.


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São lindos. São cor-de-rosa (ou coral ou cor de salmão ou o que raio lhes queiram chamar que a mim tanto se me dá porque são lindos e eu estou apaixonada por eles). E são os Vomero 12. Então mas não eram os Pegasus? Eram. Mas não resisti a estes. São da gama acima e a diferença de preço foi irrisória. Ter um pé pequeno tem as suas vantagens: encontrei online na SportZone um único par perdido no meu número e com 50% de desconto sobre o preço inicial. Não consegui deixar passar a oportunidade.

Então e tens corrido? Não. Claro que não. Mas é desta. Com uns ténis destes, ninguém me vai parar!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Das coisas giras que descobrimos...

A propósito do recente processo de recrutamento, e logo na primeira entrevista, fizeram-me uma pergunta que me deixou a pensar. Perguntaram-me que duas ou três palavras os meus colegas utilizariam para me descrever. Eu, que estava zero preparada para a entrevista e que nunca tinha pensado nisso, lá inventei qualquer coisa e usei duas palavras que já ouvi a minha chefe usar para se referir à minha pessoa: organizada e focada. Também disse que, em tom de brincadeira, os meus colegas me chamam a Nazi da ortografia. Pelos vistos, devem ter gostado.

Mas, obviamente, fiquei a pensar nisto. De volta ao trabalho, perguntei a dois dos meus colegas do quarteto fantástico do qual faço parte (o outro elemento estava de férias), que resposta dariam a esta questão. Eis o que responderam:

- íntegra, exigente e metódica (colega 1);
- minuciosa, trabalhadora e ponderada (colega 2).

Ali o minuciosa foi descrito como "forma simpática de dizer que és picuinhas". E sou.

Confesso que me surpreendeu ali o íntegra. É algo que não é tão fácil assim de transmitir mas gostei muito de saber que me vêem assim. Tudo o resto, não foi exactamente novidade.

Já pensaram sobre isto? Perguntem lá aos vossos colegas e depois venham cá partilhar as respostas!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Das decisões que eu tomo... - II

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É um bocadinho este o mood geral por aqui.

Estou assustada. Muito. Mas talvez seja mesmo uma coisa boa.

É sempre assustador sairmos da nossa zona de conforto, da nossa segurança, do que já conhecemos, do que temos como certo e garantido.

Ainda não contei a muitas pessoas à minha volta. Algumas ficam surpreendidas, outras preocupadas, outras felizes. Um pouco como eu própria me sinto, talvez.

Toda a gente à minha volta já sabia que eu queria mudar de emprego. O investimento tremendo que fiz no Mestrado foi, naturalmente, com esse objectivo. No entanto, nem eu própria esperava que fosse tão rápido e que acontecesse já.

Eu fui respondendo a anúncios nos últimos tempos, mas de forma pouco consistente e sem me dedicar muito a isso. O meu plano era, depois de acabar o Mestrado (o que aconteceu Domingo passado com a entrega do trabalho final), gozar as minhas férias no fim de Agosto, recarregar as baterias e, em Setembro, dedicar-me afincadamente a encontrar alguma coisa nova.

Mas, quis o destino (isso existe?) que eu respondesse a um anúncio no LinkedIn, daqueles que é só carregar num botão sem pensar muito nisso, sabem? Nunca pensei que desse em nada. Ligaram-me dois dias depois. E a seguir foi o que se soube. Acabei por não relatar o processo todo, que foi relativamente rápido mas com três entrevistas, algumas conversas telefónicas e emails, e várias propostas. Anteontem disse que aceitava a última proposta que me fizeram, porque finalmente me deram aquilo que para mim era essencial. Ontem entreguei a carta de rescisão.

E não foi uma decisão fácil. Se, por um lado, queria muito sair, por outro, tinha muito medo de me estar a precipitar ao aceitar a primeira coisa que me apareceu. Mas talvez seja mesmo assim. Talvez não precisemos de passar por vários processos de recrutamento. Talvez a coisa corra bem à primeira. Talvez.

Ainda está tudo muito incerto. Ainda não sei bem quando se dará a troca, ainda não sei se conseguirei ter férias (e o quanto eu preciso de férias, senhores!), ainda não sei quase nada.

Sei que, ainda hoje, tenho dúvidas. Muitas dúvidas. Muito medo. Mas é acreditar e seguir em frente!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Das decisões que eu tomo...

Um dia vais entregar a carta de rescisão.

Hoje é o dia.


(e não fui correr...)

Das corridas... - XXIX

Hoje, algures no Facebook, cruzei-me com uma publicação a anunciar a Meia-Maratona dos Descobrimentos. E não pude deixar de sorrir.

Fiz esta prova o ano passado. Ainda hoje me refiro a ela como a pior prova que já fiz. Porque foi e nunca me vou esquecer dela.

Jamais me passaria pela cabeça voltar a fazê-la, até porque o foco no último trimestre vai ser aquele que se sabe.

Mas dei comigo a reler o que escrevi o ano passado, a decisão de desistir de Sevilha, tudo o que aprendi e a lição que dali tirei, e a pensar naquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar, com a certeza de que vou fazer diferente. Tenho de fazer diferente.

E é hoje é dia de mais um treino, já agora.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Dos últimos desenvolvimentos... - II

O Mestrado está feito. O trabalho final até foi entregue um dia antes do prazo. Onde é que já se viu tal coisa?... Agora é esperar pelas notas que faltam. Mas foi muito, muito bom poder fechar esta porta. Estava verdadeiramente cansada.

E o que é que eu fiz na minha primeira terça-feira sem aulas? Fui correr, pois claro! Já não ia há quase três semanas e consegui juntar-me com duas meninas da equipa do meu subúrbio. E foi tão bom! Já não nos víamos há uns tempos, já estávamos todas há imenso tempo sem treinar, e deu para voltar a mexer as pernas e pôr a conversa em dia.

Já fui à primeira aula no ginásio novo e hoje vou à segunda. Hei-de voltar a este tema.

Hoje tomei uma decisão final quanto à mudança de trabalho. Hei-de voltar a este tema.

Todos os dias questiono a decisão que tomei segunda-feira. Bom, também só passaram dois dias. Mas questiono-me. Muito.

Que os tempos que se aproximam me tragam forças. Muitas forças. Que eu vou precisar!


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Das corridas... - XVIII


É oficial. Estou inscrita. Por ridículo que pareça, não consigo descrever o quão nervosa estava enquanto preenchia os dados e carregava na confirmação. É muito giro falar disto a quase quatro meses de distância. Fazer, efectivamente, a inscrição, é toda uma outra conversa.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Dos últimos desenvolvimentos...

Do potencial novo emprego: nova reunião para me apresentarem proposta. Não gostei particularmente. Fiz há pouco uma contra-proposta. Ficaram de fazer contas e dar resposta até segunda-feira.

Tudo isto é muito novo para mim. Nunca estive nesta situação de negociar condições. De recusar, de pedir mais e melhor, de ficar à espera de nova proposta. Tudo isto é muito estranho para mim. 

O projecto parece-me interessante mas, naturalmente, quero garantir algumas condições mínimas de segurança. Não me posso dar ao luxo de me atirar de cabeça para qualquer coisa. Eu sei que tenho valor. Eles sabem que tenho valor. Vamos ver se chegamos a um equilíbrio.

O Mestrado está quase, quase despachado. A apresentação de ontem correu bem, recebeu diversos elogios, e agora é acabar o trabalho escrito, que pode ser entregue até segunda-feira (descobri entretanto que não é até domingo, como eu julgava...).

À hora de almoço fui visitar o meu futuro ginásio e diz que segunda-feira vou fazer a minha primeira aula logo às oito da manhã.

Tenho a sensação que para a semana começo uma vida nova. Sem aulas, com tempo livre, com ginásio, com o regresso à corrida e, quiçá, com um emprego novo.

2017 é mesmo um ano de mudanças. E das boas!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Das corridas... - XXVII

Faltam 100 dias. 100.

E eu não corro há duas semanas.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dos Mestrados e do mais precioso que a vida tem...

Se não me tiverem trazido mais nada, estes dois mestrados (o que fiz e o que acabo daqui a 4 dias), trouxeram-me algo que não tem preço: pessoas.

Uma das minhas melhores amigas veio do meu primeiro mestrado. É a minha outra metade, de tão diferentes e parecidas que somos. Já no mestrado, eu era a arte antiga, ela a arte contemporânea. Eu sou a capitalista, ela a comunista. Eu sou a princesa comodista, ela a prática e despachada. No feitio? No feitio somos iguais. As mesmas indecisões, os mesmos dramas, os mesmos medos. Ela é ligeiramente mais nova, o que só por si não quer dizer nada, mas, neste caso, quer dizer que eu tenho uma visão mais fria e racional da vida. Ela é mais sonho, mais utopia. Ela acredita num mundo melhor. Eu, nem sempre.

Deste segundo mestrado, tenho os meus dois colegas de grupo. Começámos quatro. Expulsámos um elemento entretanto. E, agora, não temos dúvidas de que somos, de longe, o grupo que melhor se entende e que melhor trabalha em conjunto. Trabalhamos quando temos de trabalhar. Rimos muito, quando queremos rir. Eu sou a stressadinha, a chatinha, a picuinhas. A que quer sempre rever mil e uma vezes todos os pontos e vírgulas. A que pede para alterar coisas de véspera, fazendo o meu colega desesperar e achar que sou louca. Mas tem uma paciência de santo e altera o que eu peço. Uma e outra vez. O terceiro elemento é a nossa mãezinha. Quem nos equilibra, quem gere emoções, quem é mais diplomática e para quem está sempre tudo bem. Temos uma dinâmica muito nossa e isso vê-se no nosso trabalho. Vai ver-se amanhã, quando apresentarmos o nosso projecto final, num auditório cheio de gente.

E, mais uma vez, eu sou uma sortuda. Canudos, dinheiro, casas e carros, valem o que valem. As pessoas. As pessoas é que importam.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Das brilhantes decisões que eu tomo...

Portanto, como a semana não estava ainda animada o suficiente, perdi a cabeça e inscrevi-me no ginásio.

Podem internar-me.

domingo, 23 de julho de 2017

Dos meus sonhos...

Esta noite sonhei que estava a fazer aquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar. Ia no quilómetro 4 ou 5 e chorava baba e ranho, certa de que não ia conseguir chegar ao fim, pela forma como me sentia.



O meu subconsciente tem formas curiosas de me relembrar que não corro há mais de uma semana...

sábado, 22 de julho de 2017

Dos pensamentos soltos...

Um dos meus momentos preferidos na realização de qualquer trabalho académico é a actualização dos índices. Fico mesmo contente ao vê-los tomar forma e ir crescendo! Fico feliz com pouco, eu sei. Mas podia ser pior.

Diz que acabo as aulas esta semana. Diz que tenho teste na terça, apresentação do projecto final na quinta e entrega do trabalho escrito do dito projecto final no domingo.

Diz que pelo meio disto tudo devo receber a proposta que ficaram de me fazer depois da entrevista final de ontem. Diz que correu bem.

Diz que está um lindo dia de sol. Diz que se está bem na praia. Eu talvez, só talvez, consiga sair de casa para jantar. Talvez. Se me portar bem.

Diz que eu devia estar focada em acabar o mestrado e ando preocupada com uma das grandes decisões da minha vida. E com o facto de não correr. E com o caos em que está a minha casa. E com mil e uma outras coisas que, neste momento, não deviam ser relevantes.

Ainda bem que ando a ler o Getting Things Done.

E que estou aqui a escrever em vez de estar a trabalhar.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Do meu estado... - II

Pois que ontem tive a entrevista ao final do dia.

Não ia a uma entrevista há alguns anos. Na verdade, desde que entrei para onde estou agora, só tive duas pseudo-entrevistas (foram mais conversas informais do que outra coisa).

Não estava particularmente nervosa. Fui sem grandes expectativas, para saber mais da função e para ver se me interessava. Tenho um trabalho, um ordenado, não estou exactamente desesperada, o que ajuda muito.

Acho que correu bem. Estive lá mais de uma hora e saí de lá a achar que isso era bom sinal.

Já não me lembrava do que era uma entrevista. Não tinha respostas preparadas. Os meus defeitos? As minhas qualidades? Como me descreveriam os meus colegas? O que me motiva? Estas e muitas outras perguntas, às quais nem sempre soube responder. Fizeram-me o teste de personalidade DISC e eu, confesso, gosto sempre dessas coisas.

Saí de lá, a voar para a ante-estreia de Game of Thrones, com muitos mixed feelings. Não é o meu emprego de sonho. Mas é diferente do que faço agora. E eu estou cansada do que faço agora. Claro que isso não é razão suficiente para mudar. Não me posso dar ao luxo de correr riscos à toa. Tenho uma casa e contas para pagar. Mas estou tentada a isso.

Ligaram-me agora a marcar a segunda entrevista com os dois sócios da empresa. Acendam mais velas na sexta-feira à hora de almoço, por favor. Parece que resultam!



(não estou a conseguir responder a comentários mas... Muito, muito obrigada!)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Do meu estado...

Nível de cansaço actual: precisar que ontem alguém me lembrasse que hoje tenho uma entrevista de emprego.

Acendam umas velinhas a partir das 18h. Agradecida.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Das surpresas boas...

Um dia destes, estava eu a chegar das aulas à meia-noite, e, enquanto distraidamente falava ao telemóvel, abri a caixa de correio. Ora, já se sabe que, nos dias que correm, todos nós abrimos a caixa de correio com a expectativa de encontrar uma de duas coisas: contas para pagar ou publicidade manhosa.

Mas, desta vez, eu fui surpreendida! Esperava-me um envelope da Catarina do Biquini Dourado! Claro que subi as escadas e fui logo abrir para ver o que era!


Uma capa para livros muito amorosa! E dá bem jeito, que é coisa que eu não tinha e já tinha andado a namorar!

Mas qual o motivo deste simpático presente? Bom, para quem não sabe, a L. das horas organizou no início deste ano um Desafio Fit com algumas bloggers. Desafio esse em que eu fiquei em último lugar (true story!) e tive como "penitência" enviar um presente à Catarina, que ficou em primeiro lugar. E não é que ela resolveu retribuir o gesto?

Este mundo não deixa de me surpreender, de me trazer coisas boas, gente boa. E ainda há quem ache estranhas estas relações que surgem no online!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Das minhas leituras...

Wook.pt - O Pianista de Hotel

Acabei de ler há dias este livro. E não gostei. Parece que sou a única, porque em toda a parte vejo muito boa gente a tecer rasgados elogios. Mas eu não gostei. Acabei de o ler por teimosia (custa-me muito não ler um livro até ao fim, por mau que seja...), e por ter esperança que em algum momento a coisa melhorasse. Não melhorou.

Depois de o acabar, voltei ao meu companheiro dos últimos tempos.


Desconfio que lá para Outubro devo estar a relê-lo mas, para já, dá para começar a tirar ideias.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Das corridas... - XXVI

E soluções milagrosas para as bolhas nos pés, há?

Já experimentei diversos pares de meias, já experimentei diversos pares de ténis, e comprei um creme na Decathlon que quase resolvia o problema.

Mas voltei à fase fantástica de correr 5km e fazer bolhas...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Das crises da idade...


Não me lembro da última vez em que usei um fato-de-banho. Provavelmente, terá sido na natação, que deixei em 1999. Há quase 20 anos, portanto. Mas hoje deu-me para levar este para casa, depois de um mês a namorá-lo. Podia ser pior, não podia?

domingo, 9 de julho de 2017

Das corridas... - XXV

Resolvi fazer novo plano de treinos para aquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar. Na verdade, resolvi voltar a correr, que era coisa que não andava a fazer.

Também não tenho feito muito, que este recomeço é coisa recente e já conta com umas falhas, mas sei que até ao final do mês (quando acabo as aulas), não posso exigir milagres.

Olho para o plano e acho que não vou ser capaz. São demasiados treinos longos. Sei que não vou ter paciência. Sei que, em pleno Verão com muito calor, o meu corpo não vai gostar de treinos de 20, 24 e 28km. Sei que vai ser uma luta dura e difícil. Mas também sei que, se conseguir, vai ser qualquer coisa...

Nos entretantos, descobri que o treino mais longo que tenho para fazer calha no dia da Maratona de Lisboa. E de que é que eu me lembrei? Aproveitar a boleia, pois claro. Saio de casa a correr, desço até à Marginal, colo-me a quem vai a fazer a Maratona, aproveito as estradas cortadas (isto será legal?), e depois, em vez de seguir para a meta, continuo por essa cidade fora, sempre junto ao rio, até perfazer os 32km, que terminam precisamente no subúrbio onde mora quem mais me atura e acompanha nestas loucuras. Acho que dificilmente podia calhar melhor!

Eu tenho o plano, tenho a estratégia, tenho tudo pensado ao pormenor.

Haja vontade e força nas pernas!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Das palavras que nunca lerás...

Por vezes, dou comigo a suster a respiração, a querer cristalizar o momento, a temer que o mais suave sopro venha e destrua tudo. Vivo constantemente nesta ansiedade, neste medo, neste saber que, a qualquer momento, a minha vida pode ficar, outra vez, de pernas para o ar.

Incomoda-me esta fragilidade. Este sentir-me exposta desta maneira. Este saber que te dei o que de mais precioso posso dar a alguém. Esta consciência do poder que tens sobre mim. O poder que eu te coloquei nas mãos quando te deixei entrar em mim, na minha vida. 

Não são raros os momentos em que penso em fugir. Fugir antes que tu fujas. Antes que tu me magoes. Fugir para não correr sequer esse risco.

Mas depois, depois tu abres os braços, recebes-me em ti, dizes em gestos o que não dizes em palavras, e eu não tenho como fugir. Resta-me acreditar que se cair, se doer, se ficar em cacos mais uma vez, valeu a pena. Sem dúvida, já valeu a pena.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Das coisas que me ocorrem assim de repente...

Que a Web Summit, para a qual já tenho bilhete, começa exactamente no dia a seguir àquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar.

A julgar pelo que aconteceu o ano passado, em que andei a semana toda de rastos, vai ser uma combinação espectacular.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Do verdadeiro significado de Leap of Faith...

Leap of Faith é ter comprado ontem bilhetes para uma viagem a realizar em Outubro, depois do que aconteceu nas duas últimas viagens que marquei com alguém.

O pior que pode acontecer? Ir sozinha, que foi o que me aconteceu com Praga e foi das melhores experiências que tive na vida.

O melhor que pode acontecer? Ter umas férias espectaculares, que incluem Amesterdão, Bruges, Gante e Leiden.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Das coisas em que penso durante a minha viagem matinal de suburbana...

Tornámo-nos cépticos. Deixámos de acreditar no para sempre. Não fazemos mais juras de amor eterno. Vivemos o momento. Pensamos o momento. Não sabemos o amanhã e não nos queremos comprometer com a ideia de um para sempre. Quando é que deixámos de acreditar no para sempre? Sim, eu sei. O para sempre não existe. Mas isso não é o mesmo que vivermos sempre com um prazo de validade. O sabermos que o para sempre não existe não quer dizer que não vivamos a lutar por ele, a acreditar nele, a ter esperança nele. Que viver é este em que estamos sempre à espera que acabe, porque nada é para sempre?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Das férias... - IV

Os últimos dias das férias foram passados a sul: Aljezur, Almograve, Zambujeira...


A Arrifana vai ser sempre a Arrifana... E estar na praia até às oito da noite é o melhor sinónimo de férias que conheço!


Mas também houve tempo para ir conhecer a praia do Monte Clérigo, e acabar o dia a matar as saudades de percebes, com um pôr do Sol maravilhoso.

 
 

Antes do regresso ainda houve tempo para passar pelo Cabo Sardão para, mais uma vez, ficar espantada com as paisangens incríveis que temos. A zona da Costa Vicentina não deixa de me surpreender!

Seguiram-se a Marginal à Noite e o Trail da Ericeira, já relatados anteriormente.

 

E já agora, deixo a foto da famigerada descida no Trail da Ericeira. A foto não é da minha autoria nem eu estou ali no meio (acho eu), e acredito que só lá estando é que se percebia a dimensão da dita descida, mas fica a ideia geral...  


E foi assim que acabei as minhas férias... A tentar fazer gelo, com o Snow a querer roubar-me o saco onde o tinha!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Das corridas... - XXIV


Não dá para ver este vídeo sem ficar arrepiada.

Das férias... - III

Depois de Amarante, seguiram-se os Passadiços do Paiva. Estava um dia exageradamente quente e isso tornou o percurso mais custoso, mas nada que a paragem no Areinho para um mergulho e o almoço, não ajudasse a resolver.


Os Passadiços têm paisagens incríveis, a Natureza mostra-se em toda a força, e recomendo inteiramente que lá vão! Se quiserem fazer o percurso de ida e volta, sejam mais inteligentes do que eu e comecem mais cedo (ou escolham um dia de menos calor...). São 16km, com uma subida dura para cada lado, mas fazem-se bem, desde que com o mínimo de preparação e muita água!


Depois dos Passadiços, o destino foi um pequeno turismo rural em Castelo de Paiva, muito simpático, muito calmo, com uma piscina óptima e que foi a escolha perfeita para recuperar forças.


O problema de Castelo de Paiva? A comida e a bebida! Cada restaurante era melhor do que o anterior... A dificuldade era mesmo escolher e o meu estômago bem se ressentiu!

  

Estes vinho, da região, eram óptimos, e ainda trouxe umas garrafas (para mais tarde recordar...).


O Restaurante Dona Amélia, perdido no meio do lado nenhum e com uma vista incrível, foi, sem dúvida, um dos melhores das férias. Mais uma vez, não façam como eu: façam reserva, porque só assim garantem que têm comida quando lá chegarem. Não há carta, há apenas 3 ou 4 pratos típicos (alguns só mesmo por encomenda), há bom queijo, bons vinhos, e sobremesas óptimas. Também não há multibanco, mas podem pagar por transferência bancária (true story!).


Balanço destes dias a Norte? A certeza de que não há país como o nosso, comida como a nossa, gentes como as nossas.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Das corridas... - XXIII

As Fogueiras.

O que dizer da Corrida das Fogueiras?

As expectativas eram muitas, em relação à prova em si. Na maior parte dos casos, isso dá asneira. Neste caso? Nem por isso.

No passado Sábado lá fui eu em direcção a Peniche, depois de um teste às nove da manhã, de um almoço com colegas, de uma ida à manicure, e de uma mini-sesta no sofá. Isto é relevante apenas na medida em que justifica que estive ocupada todo o dia e o só ter ido para Peniche ao fim do dia.

Cheguei a Peniche às 19h30. Liguei ao responsável da equipa, que tinha ficado de ir levantar os dorsais. Como ele ainda não tinha ido, fui eu. E começou aqui o drama. Os dorsais da equipa não estavam lá. Voltas e voltas e voltas e ninguém sabia deles. Depois, lá descobriram que alguém, cujo nome não nos dizia rigorosamente nada, os tinha levantado na véspera. O tempo a passar, nós sem dorsais e sem perceber o que se teria passado.

Entretanto, fomos andando para a partida, na esperança de que uma das pessoas da equipa com quem não estávamos a conseguir falar, tivesse levantado os dorsais e estivesse por lá. Não estava. Eram 20h50 e nada de dorsais. Telefonema para cá, telefonema para lá. Organização diz que nos imprime novos dorsais. Lá vai o responsável da equipa a correr (literalmente) até ao pavilhão onde era o secretariado, para ir buscar novos dorsais. Eram 21h10 quando tive o meu dorsal na mão. Só tive tempo de ir ao carro a correr e voltar para a partida, onde fiquei sozinha na caixa dos que não têm sequer tempo para serem considerados nas caixas.

Se houve momentos em que desejei que a situação não se resolvesse porque a vontade era zero (acho que até ao exacto momento em que saí de Lisboa, estive sempre na dúvida se ia ou não...), no meio desta adrenalina toda, já só queria que a prova começasse para despachar aquilo.

Começo a achar que até gosto de começar as provas sozinha. Permite-me alguns minutos de concentração, em que estou só eu e os meus botões (ou alfinetes, no caso), e em que eu me foco naquilo que vou fazer a seguir. Não quer isto dizer que, por vezes, não seja bom estar na galhofa até ao último momento. Também é.

Mas bom, a prova começou e lá fui eu. O início foi muito lento. Demasiado lento. Percurso demasiado estreito para tanta gente. Eu olhava para o relógio e desesperava a pensar que, a continuar assim, não havia de acabar nunca. A pouco e pouco, consegui ir fazendo umas ultrapassagens e fui ganhando ritmo (não se entusiasmem, que o meu ritmo há-de ser sempre de tartaruga...).

O que dizer da prova em si? O apoio do público é inacreditável. Mesmo. Nunca tinha visto nada assim. Muitas vezes dei comigo de sorriso nos lábios só por sentir aquele apoio incrível que recebíamos de quem estava a assistir. Perdi a conta aos high five que dei aos miúdos que assistiam. Perdi a conta aos obrigada que disse. Porque aquela gente não deve ter a mínima noção do quão importante é estarem ali, aplaudirem, gritarem umas palavras de incentivo. Estou a escrever sobre isso e a ficar arrepiada. É mesmo qualquer coisa. Nesse aspecto, foi a melhor corrida em que já participei e recomendo!

O percurso em si é engraçado. A parte mais urbana não tem grande piada, mas quando passamos para junto do mar, é completamente diferente. E, claro, as míticas fogueiras, que dão nome à prova. O problema? A escuridão. Eu tenho sérias dificuldades em correr sem ver onde ponho os pés. Aguento durante um bocado, consigo distrair-me, olho para as estrelas, vejo quem anda à minha volta, mas depois, a partir de certa altura, comecei a não achar tanta piada e só queria mesmo que aquilo acabasse. Até consegui acelerar o ritmo, só para ver se me livrava daquilo!... Confesso que essa foi a parte que mais me custou...

Mas rapidamente voltámos à civilização, eu sentia-me bem e estava relativamente contente com o tempo que levava. Só mesmo nos últimos 2km é que as dores começaram a dar sinais de si (curiosamente, foi depois de um desvio pelo passeio que fiz, porque teimei que queria deitar a garrafa de água no ecoponto). Como tem sido habitual, fiz umas simpáticas bolhas nos pés, e, a partir de certa altura, estava mesmo em sofrimento e só queria acabar. Mais uma vez, a ajuda do público e as caras conhecidas que fui vendo, foram a ajuda que precisava para conseguir acabar, dentro de um tempo razoável.

Cheguei ao fim, de sorriso nos lábios, feliz por ter ido e por ter feito a prova. Considerando a minha falta de treino no último mês, foi uma feliz surpresa conseguir fazer os 15km. Depois, foi comprar qualquer coisa para comer e para beber, e ir para o carro. O frio e o desconforto eram cada vez maiores e eu só queria chegar a um duche quente e a uma cama!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Das férias... - II

As férias começaram no dia 9, sexta-feira. Sair de Lisboa a meio da manhã, em direcção ao Porto e ao Lado B, para uma francesinha vegetariana.


Seguiu-se uma passagem pelo hotel e o destino seguinte foi o Primavera. Eu não sou pessoa de festivais (facilmente se percebe), mas lá me convenceram que este era diferente e que valia a pena. E valeu.




Whitney foi muito, muito bom. Bon Iver também, e ainda deu para ouvir mais algumas coisas interessantes.


Claro que a noite não acabou sem uma tripa, com recheio de ovos moles, pois claro.
Conclusão da noite? Já não tenho idade para isto! Cheguei às duas da manhã completamente de rastos...

O dia seguinte ainda deu para uns passeios pelo Porto, eleita, sem dúvida, a minha cidade do ano.

 

O pequeno-almoço tardio foi no meu sítio preferido: Apartamento Café. Aquelas panquecas são divinais!

Seguiu-se um longo passeio a pé, para conhecer o Museu Nacional Soares dos Reis.

       


Ainda houve tempo para um Porto com esta fantástica vista e seguiu-se o próximo destino: Amarante.

E Amarante foi uma descoberta tão boa! Gostei tanto, tanto. É uma pequena vila muito bonita, com imenso património, e com boa comida e excelente vinho.


   
  

Eu e os patinhos, os patinhos e eu... E esta beira-rio, cheia de gente com as suas mantas e os seus piqueniques? Muita vida tem aquela terra!
 

 


Se não conhecem, vão conhecer! Vale mesmo a pena!