segunda-feira, 31 de julho de 2017

Das corridas... - XVIII


É oficial. Estou inscrita. Por ridículo que pareça, não consigo descrever o quão nervosa estava enquanto preenchia os dados e carregava na confirmação. É muito giro falar disto a quase quatro meses de distância. Fazer, efectivamente, a inscrição, é toda uma outra conversa.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Dos últimos desenvolvimentos...

Do potencial novo emprego: nova reunião para me apresentarem proposta. Não gostei particularmente. Fiz há pouco uma contra-proposta. Ficaram de fazer contas e dar resposta até segunda-feira.

Tudo isto é muito novo para mim. Nunca estive nesta situação de negociar condições. De recusar, de pedir mais e melhor, de ficar à espera de nova proposta. Tudo isto é muito estranho para mim. 

O projecto parece-me interessante mas, naturalmente, quero garantir algumas condições mínimas de segurança. Não me posso dar ao luxo de me atirar de cabeça para qualquer coisa. Eu sei que tenho valor. Eles sabem que tenho valor. Vamos ver se chegamos a um equilíbrio.

O Mestrado está quase, quase despachado. A apresentação de ontem correu bem, recebeu diversos elogios, e agora é acabar o trabalho escrito, que pode ser entregue até segunda-feira (descobri entretanto que não é até domingo, como eu julgava...).

À hora de almoço fui visitar o meu futuro ginásio e diz que segunda-feira vou fazer a minha primeira aula logo às oito da manhã.

Tenho a sensação que para a semana começo uma vida nova. Sem aulas, com tempo livre, com ginásio, com o regresso à corrida e, quiçá, com um emprego novo.

2017 é mesmo um ano de mudanças. E das boas!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Das corridas... - XXVII

Faltam 100 dias. 100.

E eu não corro há duas semanas.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dos Mestrados e do mais precioso que a vida tem...

Se não me tiverem trazido mais nada, estes dois mestrados (o que fiz e o que acabo daqui a 4 dias), trouxeram-me algo que não tem preço: pessoas.

Uma das minhas melhores amigas veio do meu primeiro mestrado. É a minha outra metade, de tão diferentes e parecidas que somos. Já no mestrado, eu era a arte antiga, ela a arte contemporânea. Eu sou a capitalista, ela a comunista. Eu sou a princesa comodista, ela a prática e despachada. No feitio? No feitio somos iguais. As mesmas indecisões, os mesmos dramas, os mesmos medos. Ela é ligeiramente mais nova, o que só por si não quer dizer nada, mas, neste caso, quer dizer que eu tenho uma visão mais fria e racional da vida. Ela é mais sonho, mais utopia. Ela acredita num mundo melhor. Eu, nem sempre.

Deste segundo mestrado, tenho os meus dois colegas de grupo. Começámos quatro. Expulsámos um elemento entretanto. E, agora, não temos dúvidas de que somos, de longe, o grupo que melhor se entende e que melhor trabalha em conjunto. Trabalhamos quando temos de trabalhar. Rimos muito, quando queremos rir. Eu sou a stressadinha, a chatinha, a picuinhas. A que quer sempre rever mil e uma vezes todos os pontos e vírgulas. A que pede para alterar coisas de véspera, fazendo o meu colega desesperar e achar que sou louca. Mas tem uma paciência de santo e altera o que eu peço. Uma e outra vez. O terceiro elemento é a nossa mãezinha. Quem nos equilibra, quem gere emoções, quem é mais diplomática e para quem está sempre tudo bem. Temos uma dinâmica muito nossa e isso vê-se no nosso trabalho. Vai ver-se amanhã, quando apresentarmos o nosso projecto final, num auditório cheio de gente.

E, mais uma vez, eu sou uma sortuda. Canudos, dinheiro, casas e carros, valem o que valem. As pessoas. As pessoas é que importam.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Das brilhantes decisões que eu tomo...

Portanto, como a semana não estava ainda animada o suficiente, perdi a cabeça e inscrevi-me no ginásio.

Podem internar-me.

domingo, 23 de julho de 2017

Dos meus sonhos...

Esta noite sonhei que estava a fazer aquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar. Ia no quilómetro 4 ou 5 e chorava baba e ranho, certa de que não ia conseguir chegar ao fim, pela forma como me sentia.



O meu subconsciente tem formas curiosas de me relembrar que não corro há mais de uma semana...

sábado, 22 de julho de 2017

Dos pensamentos soltos...

Um dos meus momentos preferidos na realização de qualquer trabalho académico é a actualização dos índices. Fico mesmo contente ao vê-los tomar forma e ir crescendo! Fico feliz com pouco, eu sei. Mas podia ser pior.

Diz que acabo as aulas esta semana. Diz que tenho teste na terça, apresentação do projecto final na quinta e entrega do trabalho escrito do dito projecto final no domingo.

Diz que pelo meio disto tudo devo receber a proposta que ficaram de me fazer depois da entrevista final de ontem. Diz que correu bem.

Diz que está um lindo dia de sol. Diz que se está bem na praia. Eu talvez, só talvez, consiga sair de casa para jantar. Talvez. Se me portar bem.

Diz que eu devia estar focada em acabar o mestrado e ando preocupada com uma das grandes decisões da minha vida. E com o facto de não correr. E com o caos em que está a minha casa. E com mil e uma outras coisas que, neste momento, não deviam ser relevantes.

Ainda bem que ando a ler o Getting Things Done.

E que estou aqui a escrever em vez de estar a trabalhar.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Do meu estado... - II

Pois que ontem tive a entrevista ao final do dia.

Não ia a uma entrevista há alguns anos. Na verdade, desde que entrei para onde estou agora, só tive duas pseudo-entrevistas (foram mais conversas informais do que outra coisa).

Não estava particularmente nervosa. Fui sem grandes expectativas, para saber mais da função e para ver se me interessava. Tenho um trabalho, um ordenado, não estou exactamente desesperada, o que ajuda muito.

Acho que correu bem. Estive lá mais de uma hora e saí de lá a achar que isso era bom sinal.

Já não me lembrava do que era uma entrevista. Não tinha respostas preparadas. Os meus defeitos? As minhas qualidades? Como me descreveriam os meus colegas? O que me motiva? Estas e muitas outras perguntas, às quais nem sempre soube responder. Fizeram-me o teste de personalidade DISC e eu, confesso, gosto sempre dessas coisas.

Saí de lá, a voar para a ante-estreia de Game of Thrones, com muitos mixed feelings. Não é o meu emprego de sonho. Mas é diferente do que faço agora. E eu estou cansada do que faço agora. Claro que isso não é razão suficiente para mudar. Não me posso dar ao luxo de correr riscos à toa. Tenho uma casa e contas para pagar. Mas estou tentada a isso.

Ligaram-me agora a marcar a segunda entrevista com os dois sócios da empresa. Acendam mais velas na sexta-feira à hora de almoço, por favor. Parece que resultam!



(não estou a conseguir responder a comentários mas... Muito, muito obrigada!)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Do meu estado...

Nível de cansaço actual: precisar que ontem alguém me lembrasse que hoje tenho uma entrevista de emprego.

Acendam umas velinhas a partir das 18h. Agradecida.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Das surpresas boas...

Um dia destes, estava eu a chegar das aulas à meia-noite, e, enquanto distraidamente falava ao telemóvel, abri a caixa de correio. Ora, já se sabe que, nos dias que correm, todos nós abrimos a caixa de correio com a expectativa de encontrar uma de duas coisas: contas para pagar ou publicidade manhosa.

Mas, desta vez, eu fui surpreendida! Esperava-me um envelope da Catarina do Biquini Dourado! Claro que subi as escadas e fui logo abrir para ver o que era!


Uma capa para livros muito amorosa! E dá bem jeito, que é coisa que eu não tinha e já tinha andado a namorar!

Mas qual o motivo deste simpático presente? Bom, para quem não sabe, a L. das horas organizou no início deste ano um Desafio Fit com algumas bloggers. Desafio esse em que eu fiquei em último lugar (true story!) e tive como "penitência" enviar um presente à Catarina, que ficou em primeiro lugar. E não é que ela resolveu retribuir o gesto?

Este mundo não deixa de me surpreender, de me trazer coisas boas, gente boa. E ainda há quem ache estranhas estas relações que surgem no online!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Das minhas leituras...

Wook.pt - O Pianista de Hotel

Acabei de ler há dias este livro. E não gostei. Parece que sou a única, porque em toda a parte vejo muito boa gente a tecer rasgados elogios. Mas eu não gostei. Acabei de o ler por teimosia (custa-me muito não ler um livro até ao fim, por mau que seja...), e por ter esperança que em algum momento a coisa melhorasse. Não melhorou.

Depois de o acabar, voltei ao meu companheiro dos últimos tempos.


Desconfio que lá para Outubro devo estar a relê-lo mas, para já, dá para começar a tirar ideias.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Das corridas... - XXVI

E soluções milagrosas para as bolhas nos pés, há?

Já experimentei diversos pares de meias, já experimentei diversos pares de ténis, e comprei um creme na Decathlon que quase resolvia o problema.

Mas voltei à fase fantástica de correr 5km e fazer bolhas...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Das crises da idade...


Não me lembro da última vez em que usei um fato-de-banho. Provavelmente, terá sido na natação, que deixei em 1999. Há quase 20 anos, portanto. Mas hoje deu-me para levar este para casa, depois de um mês a namorá-lo. Podia ser pior, não podia?

domingo, 9 de julho de 2017

Das corridas... - XXV

Resolvi fazer novo plano de treinos para aquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar. Na verdade, resolvi voltar a correr, que era coisa que não andava a fazer.

Também não tenho feito muito, que este recomeço é coisa recente e já conta com umas falhas, mas sei que até ao final do mês (quando acabo as aulas), não posso exigir milagres.

Olho para o plano e acho que não vou ser capaz. São demasiados treinos longos. Sei que não vou ter paciência. Sei que, em pleno Verão com muito calor, o meu corpo não vai gostar de treinos de 20, 24 e 28km. Sei que vai ser uma luta dura e difícil. Mas também sei que, se conseguir, vai ser qualquer coisa...

Nos entretantos, descobri que o treino mais longo que tenho para fazer calha no dia da Maratona de Lisboa. E de que é que eu me lembrei? Aproveitar a boleia, pois claro. Saio de casa a correr, desço até à Marginal, colo-me a quem vai a fazer a Maratona, aproveito as estradas cortadas (isto será legal?), e depois, em vez de seguir para a meta, continuo por essa cidade fora, sempre junto ao rio, até perfazer os 32km, que terminam precisamente no subúrbio onde mora quem mais me atura e acompanha nestas loucuras. Acho que dificilmente podia calhar melhor!

Eu tenho o plano, tenho a estratégia, tenho tudo pensado ao pormenor.

Haja vontade e força nas pernas!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Das palavras que nunca lerás...

Por vezes, dou comigo a suster a respiração, a querer cristalizar o momento, a temer que o mais suave sopro venha e destrua tudo. Vivo constantemente nesta ansiedade, neste medo, neste saber que, a qualquer momento, a minha vida pode ficar, outra vez, de pernas para o ar.

Incomoda-me esta fragilidade. Este sentir-me exposta desta maneira. Este saber que te dei o que de mais precioso posso dar a alguém. Esta consciência do poder que tens sobre mim. O poder que eu te coloquei nas mãos quando te deixei entrar em mim, na minha vida. 

Não são raros os momentos em que penso em fugir. Fugir antes que tu fujas. Antes que tu me magoes. Fugir para não correr sequer esse risco.

Mas depois, depois tu abres os braços, recebes-me em ti, dizes em gestos o que não dizes em palavras, e eu não tenho como fugir. Resta-me acreditar que se cair, se doer, se ficar em cacos mais uma vez, valeu a pena. Sem dúvida, já valeu a pena.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Das coisas que me ocorrem assim de repente...

Que a Web Summit, para a qual já tenho bilhete, começa exactamente no dia a seguir àquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar.

A julgar pelo que aconteceu o ano passado, em que andei a semana toda de rastos, vai ser uma combinação espectacular.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Do verdadeiro significado de Leap of Faith...

Leap of Faith é ter comprado ontem bilhetes para uma viagem a realizar em Outubro, depois do que aconteceu nas duas últimas viagens que marquei com alguém.

O pior que pode acontecer? Ir sozinha, que foi o que me aconteceu com Praga e foi das melhores experiências que tive na vida.

O melhor que pode acontecer? Ter umas férias espectaculares, que incluem Amesterdão, Bruges, Gante e Leiden.